Por Itasat
A Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas (Asthemg) ameaça processar a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) devido ao falecimento da técnica em enfermagem Maria Aparecida Andrade, de 53 anos, que morreu infectada pela covid-19 nessa segunda-feira (20).
Os servidores estaduais cobram do governador de Minas, Romeu Zema (Novo), melhores condições de trabalho, equipamentos de proteção individual (EPIs) e a liberação imediata dos funcionários que pertencem ao grupo de risco do novo coronavírus. Segundo o sindicato, a falta desses quesitos pode ter contribuído para a morte da técnica.
Nesta quinta-feira, colegas de trabalho de Cida, como era chamada, homenagearam a profissional com faixas e balões e protestaram contra a Fhemig na porta do hospital Alberto Cavalcanti, no bairro Padre Eustáquio, onde ela trabalhava.
“Essa indignação é pela perda da nossa colega e pela falta de cuidado, respeito, a negligência por parte da Fundação, porque ela não tem se preocupado com o quadro dos trabalhadores. Nós estamos aqui na linha de frente sem os EPIs adequados. Vamos processar a Fhemig criminalmente porque ela ignora um fato a nível mundial e, dentro da maior rede de atendimento de saúde do estado, ela está levando a coisa banho-maria”, diz o técnico em enfermagem e representante da Asthemg, Marcelino Jonas dos Santos.
Em nota, a Fhemig respondeu que a servidora apresentou os primeiros sintomas no dia 5 de abril e foi imediatamente afastada das atividades, orientada a permanecer em quarentena e buscar atendimento médico.
A fundação afirma que, considerando que Maria Aparecida também atuava na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Ressaca, em Contagem, na Grande BH, não pode responder sobre as medidas tomadas nessa outra unidade de saúde.
A Fhemig diz que os servidores que apresentam sintomas são imediatamente afastados, com a possibilidade de exame no hospital Eduardo de Menezes.
