Por Itasat
O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta quinta-feira que o abastecimento de gás de cozinha está “praticamente regularizado” em todo o país. Ele disse que o ministério acompanha a situação para evitar risco de falta do produto, cujo consumo aumentou 17%, segundo ele, devido às medidas de isolamento social causadas pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).
De acordo com Albuquerque, parte do problema registrado em algumas localidades ocorreu porque, além de as pessoas estarem usando mais gás por passarem mais tempo em casa, houve quem, temendo o desabastecimento, passasse a estocar o produto, o que também acarretou um aumento temporário dos preços. No Distrito Federal, por exemplo, houve casos de comerciantes cobrando mais de R$ 100 pelo botijão de 13 kg.
Na última sexta-feira (17), o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, alertou que um aumento no imposto sobre a importação de gasolina poderia afetar a produção do gás de botijão, prejudicando a oferta e ameaçando o abastecimento doméstico. Segundo Castello Branco, a proposta de elevação das tarifas partiu das entidades que representam os produtores de etanol, interessadas em aumentar a competitividade do álcool frente à gasolina.
“Isso nos levará à necessidade de importar mais GLP (gás de cozinha) para abastecer o mercado. E, como existe uma capacidade limitada de internação de GLP importado, isso significaria um risco de desabastecimento no mercado brasileiro", disse ele, argumentando que tornar a gasolina menos competitiva em um cenário em que a demanda pelo combustível já é baixa pode obrigar as refinarias a reduzirem a produção do combustível.
“A Petrobras se preparou e vem monitorando o mercado para que tenhamos o GLP suficiente para permanecer com a regularidade do abastecimento pelo tempo que for necessário”, afirmou Castello Branco.
