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Entrevista

Brasil é das pessoas, não é dos políticos e nem do governo, diz presidente da rede Maganize Luiza

Pela crise da Pandemia

07/05/2020 11h00
Por:

Por Itasat

Em entrevista nesta quinta-feira, a presidente do Conselho de Administração da rede Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, pede união para vencer a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus. Líder do movimento contra demissões e apartidária, a empresária elogia as medidas econômicas do governo federal, mas ressalta que não tem como garantir a manutenção dos empregos por mais de dois ou três meses. 

"É se unir nesse momento. É como se a floresta tivesse pegando fogo e não (podemos) jogar mais gasolina. A sociedade civil tem de estar junta. E estou percebendo uma grande mudança, com a cultura da doação, de as pessoas saberem que o Brasil é delas, não é dos políticos, não é do governo. Temos que lutar por isso, Brasil", disse a empresária, que ressalta a gravidade da crise.

“A gente está vivendo e aprendendo. A gente nunca viveu isso e não adianta ficar dando receita. Cada dia é um dia. É uma crise muito séria. Falo que sou CEO de crise, mas nunca vi uma crise desse jeito”, diz. A rede criou o projeto Parceiro Magalu, que hospeda produtos de pequenos empresários no site da rede. São mais de 160 mil cadastrados. 

“Achei as medidas (da equipe econômica) muito rápidas, para um Brasil tão grande e burocrático. Agora, o problema é que fica nessa brigaiada e não divulga as medidas (de maneira adequada)”.

Luiza diz que a empresa não demitiu em razão da crise, mas ressaltou. “O que garantimos é não demitir durante esses dois, três meses. Agora, a gente não pode garantir que não vamos demitir a vida toda. Nós vamos lutar muito para isso. Por isso que estou lutando com as medidas. A gente não demitiu ninguém até agora, a não ser os que estavam em experiência. Não é que nós demitimos, nós não admitimos”, destacou.

A empresária mostra preocupação com as pequenas e médias empresas. “Queria pedir para as pequenas e médias empresas para, antes de demitirem, olharem essas medidas”.

Luiza acha que a economia e a saúde devem ser trabalhadas juntas. “São duas coisas tristes: a saúde e o emprego. A saúde a gente não tem controle dela. Então, tem que cuidar, é muito sério. O emprego temos que lutar para não ter mais desemprego ainda. Não saúde ou economia. É saúde e economia. Não pode falar ou. Tem que lidar com os dois juntos. Seu CPF você perde e não consegue (recuperar). A inscrição da empresa você volta com ela”, ressaltou.