Por Itasat
Um levantamento feito pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) mostra que 97% do setor de eletrodomésticos foi afetado pela pandemia de alguma forma, seja com férias coletivas, reduzindo os salários ou realizando demissões. Foram ouvidas 60 empresas de todas as regiões do país.
Segundo o presidente da associação, Humberto Barbato, o impacto desta crise pode ser ainda maior do que a sofrida pelo setor na época de greve dos caminhoneiros, em 2018. “Naquela ocasião, nós tivemos uma quebra de produção de 12,3% somente em maio. Agora, a gente estima que abril deverá trazer números ainda piores, uma vez que praticamente todo o comércio ficou fechado”, diz Humberto.
O presidente da Abinee afirma que houve um crescimento nas vendas de computadores, devido ao aumento do número de pessoas trabalhando em casa. Por outro lado, segundo ele, as vendas de celulares caíram.
Diante das dificuldades, ele ressalta que o setor busca todos os mecanismos possíveis para tentar evitar demissões. “Somente 30% das empresas chegaram a utilizar de demissões. Cerca de 70% está mantendo o quadro de funcionários através do home office, antecipando férias e reduzindo a jornada de trabalho e salários”, relata.
