Por Itasat
Celebrado em 9 de agosto, o Dia dos Pais deste ano tem expectativa de vendas com cenário negativo. Com a pandemia de covid-19, o fechamento do comércio e as medidas de distanciamento social, muitos estabelecimentos não conseguirão lucrar como em outros anos na data comemorativa, conforme explica o economista Guilherme Almeida, da Fecomércio.
"Temos efeitos sazonais nas vendas do varejo, que vem justamente com essas datas comemorativas que geram um aumento de vendas natural nesse período por causa do apelo emotivo e comercial. Porém neste ano temos o agravante da pandemia", cita.

Na avaliação do economista, duas correntes têm provocado impactos negativos. A primeira: seguimentos que permanecem impossibilitados de operar. "Isso afeta de forma bastante negativa um setor que muitas vezes depende do paciente passando na vitrine, cliente entrando no estabelecimento, experimentando, as compras por impulso", diz.
A segunda: a mudança no consumo familiar. "A gente observa aceleração do desemprego, achatamento na renda e baixa confiança do consumidor. Esses três componentes são pilares fundamentais na decisão de consumo familiar. Então quando eu tenho uma deteriorização desses componentes, o consumidor passa a priorizar bens de consumo de primeira necessidade", diz.
Vendas online
A solução é inovar. Os ambiente digitais surgem como opção. "Eles precisam adotar ações que estejam ao controle deles. Muitos vêm adotando modalidades alternativas de vendas para se chegar ao consumidor. Uma dessas são as vendas online", explica.
Apesar disso, o economista não acredita em reversão do quadro. "Ainda é muito difícil, mas é uma alternativa viável frente ao cenário. Vendas online, presença digital nas redes sociais, serviços delivery são alternativas que os comércios varejistas podem adotar. Para os prestadores de serviços temos, principalmente, aquelas promoções em termos de cupons para consumo no futuro", completa.