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Brinquedos de madeira fabricados por detentos são doados para crianças do Sul de Minas

60 brinquedos pedagógicos e 45 móveis

06/12/2019 13h39Atualizado há 6 anos
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Cerca de 60 brinquedos pedagógicos e 45 móveis foram doados para escolas públicas e instituições assistenciais de Três Corações e Varginha, no Sul de Minas. As peças são feitas em madeira e fabricadas por 15 presos da Penitenciária de Três Corações, em duas oficinas instaladas dentro da unidade prisional.
Os brinquedos foram entregues para as seguintes instituições de Três Corações: Centros Municipais de Educação Infantil I e II Maristela Meliato e Professora Terezinha Aparecida Vilela Pompeu; Casa da Sopa da Sociedade São Vicente de Paulo; e Escola Municipal Capitão Morbello Vendramini. Em Varginha, a beneficiada foi a Oásis, especializada em atender pessoas com necessidades especiais.

“Fiquei muito contente e emocionada em ver os detentos empenhados nas duas unidades de produção. Eles nunca mais serão os mesmos. É impossível passar por uma experiência como essa e não sair transformado”, destaca Ana Castro Barilo, diretora do Cemei I e II Maristela Meliato, após visitar as oficinas dos projetos Mobiliando Sorrisos e Fábrica da Alegria.

Os brinquedos doados são carrinhos, quebra-cabeças, trenzinhos, dados e jogos que ajudam a desenvolver o raciocínio e a capacidade de identificar formas e cores. Dentre os móveis, há estantes, prateleiras, mesas e cadeiras coloridas para crianças e adultos.

Um dos principais responsáveis pela fabricação das peças é o detento Luís Gustavo Olivé, 33 anos, marceneiro profissional. Além de criar as peças — originadas de paletes oferecidos por empresas da região —, ele atua também como professor. “Fico muito feliz em ensinar, aqui na oficina da penitenciária, e possibilitar o aprendizado de uma profissão para os colegas. Alguns já têm planos de montar uma marcenaria quando terminarem de cumprir suas penas”, relata.

As duas oficinas se mantêm em funcionamento por conta do apoio de dois projetos: o Mobiliando Sorrisos e a Fábrica da Alegria. No primeiro, os paletes são desmontados, cortados, lixados, e as peças ganham forma. No segundo, toda a produção ganha cores.

Terapia

Os projetos têm trazido resultados além do esperado. Um deles é a recuperação de um preso que, hoje, integra grupo de colegas ansiosos por abrir a própria marcenaria. “A gente esquece um pouco das dores do mundo, quando se está trabalhando e produzindo coisas bonitas", conta. "É bom saber que os brinquedos e móveis vão levar alegria para crianças”, refletiu outro detento.