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Um em cada cinco mineiros vive sem esgoto; número está longe dos piores do Brasil

Levantamento ainda aponta que cerca de 4 milhões de mineiros não têm acesso ao serviço em casa

13/11/2020 09h31
Por:

Por Itasat

Um em cada cinco mineiros vive sem rede esgoto. E mesmo alto, o número de Minas está longe dos piores do Brasil. Dentro do estado, a desigualdade também é grande.

Cerca de 4 milhões de mineiros não têm acesso ao serviço de esgoto em casa. Isso é o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgada nesta quinta-feira (12), pelo IBGE.

Em Minas, 19% das pessoas vivem em residências com ausência de esgotamento sanitário por rede coletora, 8% residem em domicílios com ausência de coleta direta ou indireta de lixo, e 11% com ausência de abastecimento de água por rede geral.

O dado maior de ausência de rede de esgoto é menor do que a média do país, onde o índice é de 34%. Uma comparação que mostra, segundo a analista de Planejamento Gestão do IBGE, Fernanda Gerken, as grandes diferenças que existem dentro do próprio país.

“Esse número de 19% é alto. Se a gente comprar esse número com a média Brasil, essa proporção é de 34,2% de pessoas residentes em domicílios com ausência de esgotamento sanitário. Se a gente comparar posição de Minas Gerais, por exemplo, com Rondônia, o percentual é de 84,3% e no Piauí é de 92,5%. São percentuais altíssimos. Então, se a gente compara a posição de Minas Gerais em relação ao Brasil e alguns estados, a gente está em uma situação muito melhor. Estamos longe de ser o ideal porque o ideal seria 100%, mas, por exemplo, São Paulo tem 8,1% e no Rio é de 10,1%”, lembra. 

A especialista acredita ainda que, apesar desse número de pessoas sem  acesso ao serviço de esgoto, temos um resultado positivo aqui no estado. 

“É importante lembrar que os dados que a gente tem são do Brasil e recortes dos estados, para municípios e capitais. é sempre uma média Então vai ter lugares que vão estar com muitos atendidos e outros com poucos atendidos, mas, na média, a gente fecha com o número de 19%. Este é um número relativamente bom diante do cenário do Brasil e em Minas”, acredita.