Por Itasat
A pequena Ana Clara Ornelas Gusmão, a Clarinha, de 10 anos, realizou o sonho de ter um novo lar, na cidade de Comercinho, no Vale do Jequitinhonha. Nesta quarta-feira (30), a MRV Engenharia, que bancou a construção da casa adaptada, entregou a residência à garotinha, portadora da síndrome de Huntchinson-Gilford, conhecida popularmente como Progeria — doença rara que provoca o envelhecimento precoce.
O caso de Clarinha ganhou repercussão após divulgação da Itatiaia e do jornal Hoje em Dia em junho do ano passado. Nas redes sociais, a pequena também fez sucesso com vídeos e fotos alegres e espontâneas. O conteúdo veiculado na Rádio de Minas — em iniciativa abraçada pela diretora de esportes Ursula Nogueira — foi visto por Rafael Menin, presidente da MRV. Sensibilizado, o empresário, junto à MRV, doou a casa.
Em entrevista à Rádio Itatiaia, Menin falou sobre a ação. "Fizemos este projeto com alegria. A Clarinha é uma menina muito alegre, inspiradora. Estamos muito felizes. É uma casa que ficou muito agradável, adaptada às necessidades dela. Esperamos que ela possa curtir bons momentos com a família, estudar. É uma história que nos inspirou bastante", afirmou.
"Ela ficou muito feliz. Foi um momento muito agradável poder bater um papo com ela, já havíamos conversado outras vezes. Isso nos inspirou na empresa. Todo mundo ficou muito alegre em poder ajudar um pouquinho", prosseguiu.
“Na MRV entregamos muito mais do que imóveis, trabalhamos para criação de novos lares e realização de sonhos. Temos como foco o bem-estar, por isso essa iniciativa está tão alinhada ao nosso propósito”, completou.

A casa foi totalmente adaptada às necessidades de Clarinha, o imóvel conta com área construída de 112,79m² e total de 11 cômodos, sendo o térreo a garagem o e 1º pavimento com 3 quartos, banheiro social, sala de estar, cozinha, área de serviço e circulação. Na parte externa, há rampa de acesso e quintal com área verde.
“As principais adaptações feitas para atender ao uso da Clarinha foram voltadas para as alturas e degraus, por isso, criamos uma rampa de acesso lateral, louças e bancada do banheiro da suíte em altura apropriada, ajuste da altura das maçanetas e interruptores”, explica Menin.
Antes de a MRV tomar a dianteira das obras, a família de Clarinha conseguiu que um engenheiro fosse até a residência, mas como a construção é antiga — feita com tijolos de barro —, não suportaria uma reforma. Desta forma, seria necessário derrubar a moradia e construir uma nova casa com as devidas adaptações.
Cruzeirense, Clarinha também contou com o apoio do clube de coração. O presidente Sérgio Santos Rodrigues ficou sabendo da situação e leiloou uma camisa do Cruzeiro autografada pelos jogadores para arrecadar dinheiro. Outros clubes também se prontificaram a ajudar, como o Atlético.