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Caso Backer

‘Muito em breve teremos algo bem sólido’, diz delegado do caso Backer em entrevista exclusiva

Delegados prestaram exclarecimentos em entrevista na rádio Itatiaia

14/01/2020 14h54
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O delegado Flávio Grossi (direita), responsável pelo “caso Backer”, afirmou no início da tarde desta terça-feira, ao programa Chamada Geral, da Itatiaia, acreditar que a investigação trará respostas sólidas em breve. A Polícia Civil investiga 11 intoxicações que teriam ocorrido após o consumo da cerveja Belorizontina, da Backer. Em amostras de três lotes da bebida foram encontradas a substância dietilenoglicol, causadora da síndrome nefroneural.

“Muito em breve, do ponto de vista da perícia e, acredito, da investigação, vamos ter algo bem sólido a respeito do caso”, declarou ele, que atua na 4ª Delegacia do Barreiro. Segundo o delegado, nenhuma possibilidade é descartada, nem a de sabotagem, mesmo que o funcionário demitido tenha feito ameaçado a empresa em dezembro e a fabricação dos lotes contaminados tenha sido em 21 e 22 novembro.

O médico legista Thalles Bittencourt, superintendente de polícia técnico-científica da Polícia Civil, explicou, também em entrevista à Itatiaia, ser improvável que a contaminação da bebida tenha ocorrido fora da fábrica. “Todas as cervejas periciadas passaram por um teste e estavam sem violação. Tem [dietilenoglicol] no sangue, na cerveja da casa dos pacientes, na cerveja dentro da fábrica e no tanque de resfriamento. O modo como isso se deu é algo que a investigação dirá”, relatou.

Grossi ressaltou que a Backer tem colaborado com a apuração. “A empresa está ajudando a todo o momento, informando novos conteúdos, franqueando a abertura de seus portões a todo o momento e até nos acionando sobre o que precisamos.”