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Caso Backer

Paciente que morreu por intoxicação nesta quinta era fundador de bar tradicional de BH

Milton Pires, de 89 anos, é a terceira vida perdida pela doença. Ele consumiu a Belorizontina na semana passada e estava internado há quatro dias

17/01/2020 10h27
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O paciente que morreu nesta quinta-feira (16), vítima de síndrome nefroneural causada por intoxicação, foi fundador do Baiuca, tradicional bar situado na Rua Piauí, no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Milton Pires, de 89 anos, foi a terceira morte pela doença já confirmada pelas autoridades.

Segundo informações de familiares, Milton consumiu a cerveja Belorizontina – principal linha de investigação das autoridades para justificar os casos da enfermidade – na semana passada e estava internado no Hospital Mater Dei há alguns dias. Ele foi o proprietário do terreno onde o estabelecimento está instalado há 22 anos.

O bar é administrado pelos filhos do idoso. De acordo com um deles, o estabelecimento vai funcionar normalmente nesta quinta, apesar da perda do seu fundador.

 

Ainda conforme a família, o Baiuca tinha uma parceria com a cervejaria Backer, produtora da Beloriozontina.

 

Diante das suspeitas que pairam sobre a fabricante e da perda do pai, os atuais donos do bar já encaixotaram as garrafas da Backer e mudaram de fornecedor, outra cervejaria artesanal. O mesmo vale para o chope servido aos clientes.

 

O corpo de Milton Pires passou por necrópsia e já foi liberado pelo Instituto Médico-Legal (IML), segundo a Polícia Civil.

 

Além dele, Paschoal Demartini Filho, de 55 anos, e Antônio Márcio Quintão de Freitas, 77, perderam a vida. No corpo do primeiro, peritos encontraram a substância química dietilenoglicol, que quando ingerida causas exatamente os sintomas sentidos pelos pacientes.

 

Até a publicação desta matéria, a Saúde estadual trabalha com 17 notificações da doença: 16 homens e uma mulher. Um novo boletim sobre a intoxicação deve ser publicado ainda nesta quinta.