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SINDICON-MG

Após alta do IGP-M, cresce mudanças em busca de alugueis mais baratos em Minas

Segundo o sindicato, o IGP-M, que é usado para o cálculo dos aluguéis, registrou alta de 17% nos últimos doze meses

01/02/2022 08h37
Por: Redação

Por Itasat

Depois de um ano de retração, os preços médios do aluguel residencial no mercado imobiliário de Belo Horizonte voltaram a subir no acumulado de 2021 e se aproximaram dos patamares pré-pandemia. A alta no "índice do aluguel", o IGP-M (Índice Geral de Preços de Mercado), tem deixado os valores das residências ainda mais caros e pesado no bolso do consumidor. Com isso, muitos inquilinos tem buscado imóveis com valores mais baratos para não pesar no bolso. 

O Sindicato dos Condomínios de Minas Gerais (Sindicon-MG) tem feito um apelo aos donos de imóveis que estão para alugar na capital mineira e dá dicas para evitar conflitos e não perder o inquilino: nas renegociações de contratos, manter ou reduzir o valor da mensalidade ou aplicar um índice de reajuste menor que o IGP-M. 

Segundo o sindicato, o IGP-M, que é usado para o cálculo dos aluguéis, registrou alta de 17% nos últimos doze meses. Entre janeiro de 2020 a janeiro de 2021 a elevação foi de quase 26%. Com isso, muita gente ficou sem condições de arcar com os pagamentos, como é o caso do professor Felipe Tomazella e da esposa. 

"A gente está de mudança agora nesse início de ano, por uma nova oportunidade de emprego que surgiu em outra cidade. Se a gente não fosse aceitar essa oportunidade de emprego, certamente teria que se mudar de qualquer maneira. A gente mudaria para um outro apartamento menor. O aluguel é fator que mais pesa no bolso. A gente paga aqui R$ 1.100 de aluguel, mais IPTU e condomínio totalizando entre R$ 1.400 e R$ 1.500", contou. 

Com essa realidade de dificuldade para pagar os aluguéis, o Sindicon chegou a registrar casos de famílias, comerciantes ou prestadores de serviço que se mudaram para um imóvel ao lado ou no mesmo prédio, porque conseguiram condições melhores nos contratos. A situação é detalhada pelo presidente do sindicato, Carlos Eduardo Alves de Queiroz. 

"O imóvel ao lado ele está às vezes com o aluguel até inferior ao que aquela pessoa está pagando. E a pessoa mudando ela também tem uma carência para fazer a instalação. Então é vantagem ela mudar de imóvel para pagar um valor menor e depois na hora do reajuste ter um índice diferente. A gente tem observado muita mudança. Às vezes a pessoa muda para o apartamento ao lado, a sala ao lado porque não chegou num acordo com o reajuste ou mesmo a pessoa não quis negociar o aluguel", explicou. 

Carlos Eduardo prevê que o mercado para os aluguéis não deve melhorar este ano. "A gente torce para que melhore. Mas o cenário ainda não é bom. Eu acredito que esse e ainda será um ano muito difícil. Sugiro que os donos de imóveis abaixem o aluguel ou continue negociando. Porque as coisas vão demorar um pouco", afirmou.