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Motoristas de aplicativos fazem 'corridas por fora' para ganharem um pouco mais

A associação dos motoristas por aplicativo alerta para os perigos das viagens por fora do app

25/04/2022 09h54
Por: Redação

Por Itasat

A viagem combinada por fora dos aplicativos vem se tornando uma prática cada vez mais frequente entre motoristas e usuários, que têm se arriscado, principalmente, em grandes eventos nas corridas sem a mediação das plataformas em Belo Horizonte. 

O estudante de administração Rafael Alves disse que tem optado por combinar corridas por fora  nos dias que ele vai à um evento.

“Eu encontro muita dificuldade nas saídas de jogos de futebol e de shows. Os próprios motoristas sugerem deixar o contato para já agendar uma viagem de volta. Muitas das vezes é complicado, você perde, acabam cancelando… A viagem particular adianta o lado do motorista e do passageiro. Se for um evento grande, é quase impossível conseguir um carro por app”, avaliou. 

O valor cobrado pelas viagens acertadas fora dos aplicativos é diferente. Nesse caso, o transporte que é considerado particular opera sem os serviços de segurança e é proibido pelas plataformas. 

Um motorista de aplicativo confirmou que as viagens por fora da plataforma ocorrem com frequência. “Um exemplo muito claro é no dia de show. O motorista fica escolhendo demais as viagens e, às vezes, o passageiro vai até um motorista que está próximo para tentar negociar um tipo de serviço”, afirmou. Esse tipo de corrida também é comum para levar viajantes para o Aeroporto de Confins. 

O motorista ouvido contou que considera esse tipo de corrida muito perigosa. “Mesmo por meio das plataformas a gente não tem 100% de segurança. Fora delas, piorou. Eu mesmo costumo realizar esse tipo de serviço só pra conhecidos”, finalizou. 

O presidente da associação dos motoristas por aplicativo, Sérgio Nascimento, destaca os cuidados. “A associação sempre orienta os motoristas para que tenham cuidado com esse tipo de viagem  porque nunca se sabe que que o passageiro pode estar levando… Ele pode estar levando algo ilícito como drogas e, pelo app, o motorista tem como provar se for pego em uma blitz", disse.