A BH Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na região metropolitana, informou nesta sexta-feira que colocou em prática as recomendações repassadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em relação ao coronavírus.
Entre as medidas está o reforço na orientação para notificação imediata de casos suspeitos de coronavírus no terminal; intensificar os procedimentos de limpeza e desinfecção e utilização de equipamentos de proteção individuais (EPIs), conforme os protocolos. Além disso, houve a sensibilização das equipes do posto médico do aeroporto e já foi definido aviso sonoro com recomendações sobre sintomas e cuidados básicos.
Caso descartado em Minas
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) emitiu comunicado nessa quinta-feira (23) descartando o caso de coronavírus em Belo Horizonte. A suspeita surgiu depois que uma mulher de 35 anos, que veio da China, apresentou os sintomas semelhantes à doença e foi internada no Hospital Municipal Eduardo de Menezes, no Barreiro.
A SES explicou que o caso foi notificado como suspeito por medida de precaução, “para evitar a disseminação de uma possível nova doença, ainda desconhecida”. A secretaria disse ainda que decidiu seguir as orientações oficiais do Ministério da Saúde e, neste momento, este caso não atende ao critério de caso suspeito para o novo coronavírus.
A paciente está estável e a alta hospitalar é avaliada para que o monitoramento continue em casa. Ainda será discutido, entre a Secretaria e o Ministério da Saúde, a necessidade de realização ou não do exame para o Novo Coronavírus.
A Fundação Ezequiel Dias (Funed) segue realizando os exames para influenza e outros vírus respiratórios. A amostra da paciente foi encaminhada para a Fiocruz, no Rio de Janeiro.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que reunirá novamente nesta quinta-feira para decidir se o surto deve ser considerado uma "emergência de saúde pública internacional”. “A meu ver já deveria ser decretado, diz o infectologista.
Sintomas
Os sinais e sintomas da pneumonia indeterminada são principalmente febre, dor, dificuldade em respirar em alguns pacientes e infiltração pulmonar, o que, segundo o infectologista, é um problema. “É um problema porque não sabemos quantas pessoas estão infectadas com a doença na China, que tem sintomas brandos e não procuram ajuda médica. Das pessoas que são investigadas, uma porcentagem razoável adoece de forma grave, precisa de hospitalização”, explica.
Ele alerta que se confirmar que a doença começou a circular no Brasil, ao menor sinal de gripe procurem ajuda médica rápido.
Embora a causa da doença e do mecanismo de transmissão sejam desconhecidos, no Brasil, o Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de infecções respiratórias agudas.
1) Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
2) Realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
3) Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas e criações.
CoV
Os coronavírus (CoV) são uma grande família viral, conhecidos desde meados dos anos 1960, que causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais.
Geralmente, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum. A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem. Segundo informações divulgadas pelo Centro de Controle de Doenças Americado (CDC) e Organização Mundial da Saúde (OMS), as autoridades chinesas relataram que um novo coronavírus (nCoV) foi identificado no país.
Casos da doença já foram registrados em Macau, na costa sul chinesa, e em vários outros países. Além da China, Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan e Coreia do Sul já foram afetados pelo vírus, que provoca um tipo de pneumonia. Há casos suspeitos no México, em Hong Kong, nas Filipinas e na Austrália.
