Mais uma pessoa morreu com suspeita de intoxicação por dietilenoglicol, e o número de vítimas chegou a seis. A informação foi divulgada na tarde desta segunda-feira pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas, mas a morte ocorreu no sábado (1). Dos seis óbitos, um foi confirmado pela ingestão da substância.
Há quatro casos confirmados de intoxicação e 26 suspeitos no estado. As vítimas teriam passado mal após ingerirem o produto tóxico em cervejas da Backer, nas quais ele foi encontrado em alguns lotes.
A quinta morte associada ao dietilenoglicol foi registrada na manhã desta segunda-feira em BH. Trata-se do advogado João Roberto Borges, de 74 anos. Ele estava internado desde 12 de janeiro no Hospital Madre Teresa, bairro Gutierrez, região Oeste da capital mineira.
O dietilenoglicol foi encontrado em 32 lotes das cervejas Belorizontina, Capixaba, Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Backer D2, Corleone e Backer Trigo.
Mortes
A primeira morte associada à substância tóxica ocorreu em 7 de janeiro, quando o bancário Paschoal Demartini Filho, de 55 anos, que é natural de Ubá, veio a óbito na Santa Casa de Misericórdia, em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Ele passou o Natal no bairro Buritis, também na região Oeste de BH, onde consumiu cervejas da Backer.
Em 15 de janeiro morreu Antônio Marcio Quintão de Freitas, de 68 anos, que estava internado no Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte. Um dia depois, foi constatado o óbito de Milton Pires, de 89 anos, internado na mesma unidade de saúde. Maria Augusta de Campos Cordeiro, de 60 anos, morreu em 28 de dezembro em Pompéu, na região Central de Minas.
Interdição e descarte
A SES-MG orienta a população que, caso tenha cerveja da empresa, não a descarte em pias ou vasos sanitários, nem as coloque no lixo comum, pois outras pessoas podem consumir esses produtos. A bebida deve ser identificada com alguma inscrição como “Não ingerir. Produto impróprio para o consumo”, armazenadas separadamente dos demais alimentos até que seja entregue nos pontos de recepção (Procons, Vigilância Sanitária de sua cidade ou Núcleos Estaduais de Vigilâncias Sanitárias).
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou todas as marcas da cervejaria com data de validade igual ou posterior a agosto de 2020. A orientação da Anvisa é para que essas bebidas não sejam consumidas.
O Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento acertou com a Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a intimação da empresa para recall dos produtos em que foi confirmada a contaminação e dos que estão sem a segurança comprovada.
