Por Itasat
A violência doméstica aumentou ou aconteceu pela primeira vez neste período de pandemia, principalmente contra as mulheres. É o que aponta uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos de Criminalística da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A pesquisa foi realizada de 16 a 21 de abril com 2.531 entrevistas online em todo o país.
A pesquisa indica que as mulheres estão sendo mais vítimas: 6,7% disseram que vivenciaram a violência pela primeira vez; 8,7% disseram que o nível de violência aumentou; e outros 20,4% consideraram que essa violência se manteve como antes da pandemia.
Foi considerado todo tipo de violência: xingamentos, empurrões, insultos, espancamentos e ameaças com armas.
Segundo o pesquisador da UFMG Bráulio Alves, o que mais facilitou o aumento da violência doméstica foi o estresse nos lares.
“O grande desafio é tentar conjugar ou equilibrar de um lado as medidas de saúde coletiva, que são muito importantes, mas por outro lado observar que nesse contexto pode estar ocorrendo muita violência doméstica, assim como sempre acontece nos lares, mas ele pode ser intensificado, inclusive dificultando o acesso dessas vítimas aos órgãos responsáveis por fazer a prevenção”.
O que fica perceptível, de acordo com Bráulio, é a necessidade de os órgãos de Segurança Pública criarem uma rede de atendimento online para essas vítimas de violência. “Ou utilização de outros meios que sejam mais fáceis para que as vítimas possam entrar em contato com os órgãos segurança pública e alertar sobre essa situação que elas estão vivenciando no lar”, explica.
