Por Itasat
Por um lado, a frustração das noivas que tiveram que adiar o casamento. Por outro, o reflexo econômico desse adiamento, principalmente em maio, conhecido como "mês das noivas". O setor de aluguéis e vendas de vestidos e ternos amarga o prejuízo.
Desautorizado a funcionar e sem contratos, o serviço é prejudicado, conforme Vanessa Galissi, proprietária de um estabelecimento em Belo Horizonte. "Hoje 100% dos nossos funcionários estão suspensos e nosso faturamento caiu para zero", diz.
Ela tem previsão pessimista sobre o retorno. "Infelizmente, por se tratar de eventos de aglomeração, provavelmente, nosso setor será um dos últimos a voltar", mas pede: "Precisamos de previsibilidade. Ficamos de mãos atadas neste momento".
Já o faturamento na loja de Roberta Yanola caiu 70%. Ela lamenta que a diminuição de vendas em maio. "É um mês aquecido no ramo de casamentos. Alugamos em média de 10 a 15 vestidos. Isso já vem há quatro, cinco anos, fora os outros itens".
Roberta diz que teve que dispensar algumas funcionárias, entre elas costureiras, bordadeiras e passadeiras, porque não há previsão de retorno. "As pessoas estão muito apreensivas para saber quando vai voltar a realizar casamentos", destaca.
