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Em Belo Horizonte

Homem confessa ter matado amante grávida, cuja filha de 1 ano também foi encontrada morta em BH

Morte teria ocorrido porque a mulher queria que o suspeito assumisse o bebê

10/06/2021 15h05Atualizado há 3 dias
Por: Ricardo Chaves

Por Itasat

A Polícia Civil detalhou nesta quinta-feira (10), uma investigação que impressiona pela covardia imposta a uma mulher grávida e à filha dela, de 1 ano. O corpo de Fernanda Caroline Leite Dias, de 28 anos, ainda não foi encontrado, mas o responsável pelo homicídio dela confessou a autoria nesta semana. O homem, de 41 anos, bacharel em direito, trabalha como operador de trator em uma grande mineradora. Ele disse que assassinou a mulher em um momento de loucura.

Fernanda conheceu o homem em novembro do ano passado. Ambos moravam na cidade de Congonhas, na região Central de Minas. Durante o relacionamento, a vítima engravidou do autor confesso, que é casado. Em janeiro deste ano ela o chamou para mais um encontro. Em companhia da mulher estava a filha dela.

Segundo o relato do homem, o que seria mais uma noite de romance passou a virar discussão quando Fernanda disse que ele teria de assumir a gravidez, algo que ele não queria. O operador direcionou o carro em que estavam para um local ermo na zona rural entre Congonhas e Conselheiro Lafaiete e ambos desceram do veículo. Ele disse que bateu a cabeça da amante em uma caçamba e que ela teria morrido com o golpe. Sem saber o que fazer, alegou ter jogado o corpo em um rio e levado Pietra, que dormia naquele momento, para casa.

A dinâmica de como a criança morreu não foi explicada, mas a menina foi encontrada já sem vida debaixo de um viaduto na BR-040, no bairro Olhos D'água, região Oeste da capital mineira. A Polícia Civil acredita que Pietra foi agredida no rosto e tenha morrido em função dessa violência. No sangue da menina foram encontrados vestígios de um remédio controlado indicado somente para maiores de idade e que é usado pela esposa do suspeito, de 35 anos.

A confissão do investigado é considerada parcialmente verdadeira, e o fato ganha contornos mais cruéis quando uma testemunha aparece. Trata-se de um colega de trabalho de confiança do suspeito que alega ter ouvido do próprio homem como tudo teria acontecido. Segundo a testemunha, depois de matar Fernanda, o operador de trator passou a comprar diesel em postos de combustíveis e ficou o dia inteiro queimando o corpo da vítima. O que não foi completamente carbonizado foi jogado no rio.

A Polícia Civil tem provas robustas contra o homem, como uma carta que ele escreveu e tentou incriminar um ex-companheiro de Fernanda, o pai de Pietra. Também há imagens do carro utilizado para jogar a menina debaixo do viaduto indo para o local onde ela foi encontrada, além do exame de luminol, que apontou o sangue das vítimas em dois veículos, um do suspeito e o outro da esposa dele. 

O inquérito já foi entregue para Justiça, com o homem denunciado por duplo feminicídio. Já a investigação da participação da esposa dele ainda não foi concluída. A mulher chegou a ser presa, mas está em liberdade.